sábado, 23 de novembro de 2019

Mensagem psicografada no AK em 30.10.19


Nós, seres humanos, somos tão complexos, mas ao mesmo tempo tão simples, que chego a questionar-me.
Sempre voltados as correrias do dia a dia, passamos a viver a vida no modo automático, como se fossemos um processador de dados que programamos para passar os dias vivendo quase e exclusivamente para o mundo material. Muitas vezes nem lembramos que nossa essência transcende a matéria. É como se alguém lhes oferecesse a mais preciosa semente, mas ficássemos tão obcecados no preparo do solo que nos esquecemos de plantar.
Tornamos complicadas coisas tão banais; sofremos tanto por causas inúteis; valorizamos aquilo que nos envaidece, mesmo que sacrifiquemos nossa felicidade.
Não raro buscamos no trabalho material o recurso financeiro necessário ao nosso sustento, porém nos esquecemos que poderíamos fazer dele, não um fardo, mais um aprendizado de evolução. Mas continuamos a nos arrastar todos os dias aos nossos labores, sem perceber quantas dádivas nos são oferecidas através dele; e nós, cegos e tolos, nem notamos.
Colocamos nossa felicidade nas mãos alheias, como se alguém fosse o responsável por nossa ascensão ou queda. E nos revoltamos quando não somos saciados, perdendo valiosíssimas oportunidades de aprender amando.
Esperamos que nossos filhos sejam aquilo que desejamos, pois nos julgamos donos de sua individualidade e nos frustramos quando não cumprem as promessas que eles nunca nos fizeram. Aí vão-se os melhores anos de alegria e plenitude, lamentando a não realização de um sonho que sonhamos sós.
Preocupamo-nos com detalhes pequenos, a conta no banco, as dívidas contraídas, mas nos esquecemos das promessas do Cristo que nos prometeu um fardo leve se carregado com amor.
Complicamos nossas emoções quando as guardamos só para nós, tornando-nos, não raro, reféns das nossas grades mentais, que nos levam a lugares que nunca desejaríamos estar, mas que vamos, cada emoção e sentida, a cada lágrima presa, a cada ajuda que nos recusamos a dar ou receber. Não percebemos que Deus nos contempla com o Anjos, quando nos presenteou com uma nova oportunidade de estarmos próximos de nossas almas afins.
Vivendo submersos no egoísmo e nas vaidades disfarçadas de virtudes, muitas vezes não percebemos o quanto a felicidade nos bate à porta, mas preocupados com coisas que julgamos importantes, não as deixamos entrar.
Como aqueles que até hoje esperam a vinda do Messias que viria poderoso e imponente, se negando aceitar quee nosso mestre nos deu suas preciosas lições, andando em meio aos humildes e excluídos, mas se sentindo um igual.
Preferimos castigar um filho, quando a felicidade estava no abraço; escolhemos humilhar nossos cônjuges, quando a felicidade estava no como eu amo você; esperamos que Deus opere grandes milagres, quando suas verdadeiras promessas são cumpridas todos os dias, nos pequenos detalhes que nos fazem acordar e deitar com segurança; nos desesperamos na doença, quando sabemos que ela pode ser anulada ou amenizada, à medida em que passamos por ela com a retidão de sentimentos que só a verdadeira fé é capaz de nos oferecer.
Penso que Cristo deve no olhar de cima e sorrir, como a gente sorri quando vê um cachorrinho correndo atrás da cauda sem perceber que persegue a ele mesmo.
Pois ele nos mostrou que a felicidade é um exercício que fazemos quando não nos negamos a amar sem medidas pois em tudo há o potencial Divino do aprendizado, do amor e do recomeço. Felizes os que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.
Com amor,
Padre Afrânio.

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