sábado, 24 de setembro de 2011

UM GAÚCHO NO ALÉM

UM GAUCHO NO ALÉM


UM GAUCHO NO ALÉM

Venho de outras querências
Para dar o meu recado
Em forma de prosa e verso
Montado em um alazão
Percorri pampas e morros
Perdido na imensidão

Fui gaucho Atrevido
Xucro e sem educação
Levava tudo no laço
No cano da carabina
Não sabia que era amor
Muito menos compreensão

Um dia muito cansado
Olhei meu pala rasgado
As minhas botas já rotas
A piulcha esfarrapada
Estava velho e acabado...




Parei então em um lago
Vi o meu rosto enrugado
Assustei com aquela cena!
Olhei então para os lados
Estava só e perdido...
Pra onde foram os comparsas
Da guerra da farroupilha?

Então veio um anjo amigo
E me disse – “Mano veio
Isto foi a muito tempo
Você perdeu a noção
O seu corpo que usava
Foi a tempo aniquilado
Pela “bala de um canhão “.

Então era assombração?
Ou um defunto perdido?
Perguntei ao anjo bom.
Que me respondeu com calma:
“ –não gaucho amigo
O defunto se acabou
o que fica é nossa alma



Fiquei meio atordoado
Com aquela prosa estranha
Mas como já estava ao léu
Não tinha nada a perder.
Montei no alazão do anjo
E fui galopeando pro céu

Senti uma grande alegria
Que nunca tive na terra.
Dentro do meu coração...


Hoje volto meus amigos
Ao meu antigo torrão
Rimando a minha história
Pra estes gaúchos que sofrem
Com suas pilchas rasgadas,
E a cuia de chimarrão.

Tu largas esta terra crioulo
E debanda para cá
Pois aqui tem muitos pampas
Pra gaucho campear.
Mas aqui a historia é outra
Tu não vês dor nem sofrimento
Nem armas nem solidão
Aqui nestas bandas só existe
Paz e amor não coração.

Sentirás grande alegria
Que nunca teve na terra.
Dentro do teu coração...

Gaucho amigo
(Mensagem psicografada no centro espírita Portal da luz o dia 24 de setembro de 2011)




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